A partir desta sexta-feira, entram em vigor as novas tarifas de Donald Trump, de 10% e 12,5%, sobre produtos de países como o Brasil. Os Estados Unidos alegam que essas nações falham no combate ao trabalho forçado, restaurando na prática uma taxa que havia sido derrubada pela Justiça.
Detalhes das tarifas
As tarifas de 10% e 12,5% incidirão sobre uma ampla gama de produtos importados. A medida foi anunciada pelo presidente Trump em discurso na Wheeler High School, em Marietta, Geórgia, no dia 22 de julho de 2026. Segundo a administração Trump, a ação visa pressionar países a adotarem padrões trabalhistas mais rigorosos.
Impacto sobre o Brasil
O Brasil está entre os países afetados. A justificativa dos EUA é que o Brasil não tem avançado suficientemente no combate ao trabalho forçado. Especialistas apontam que a medida pode prejudicar exportações brasileiras, especialmente nos setores têxtil e de calçados. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que as tarifas podem reduzir em até 5% as vendas para os EUA no curto prazo.
Contexto judicial
As novas tarifas restauram, na prática, uma taxa que havia sido derrubada por decisão judicial. Em 2025, a Suprema Corte dos EUA havia anulado tarifas similares por falta de base legal. Agora, o governo Trump utiliza a alegação de trabalho forçado como novo fundamento. O embaixador do Brasil em Washington, em nota, afirmou que "as medidas são injustificadas e podem gerar retaliações".
Reações
Entidades de direitos humanos criticaram a abordagem, dizendo que as tarifas podem piorar as condições de trabalho nos países afetados. O Ministério da Economia brasileiro informou que estuda medidas de resposta, incluindo acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC). A Câmara de Comércio Brasil-EUA alertou para o risco de uma guerra comercial.



