O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada da guerra tarifária, impondo novas tarifas sobre importações de aço e alumínio. A medida, divulgada em comício no estado de Ohio, ignora os ganhos duvidosos da política protecionista e reacende tensões comerciais com parceiros como Canadá, México e União Europeia.
Detalhes das novas tarifas
As tarifas serão de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, abrangendo todos os países, sem exceções. Trump justificou a ação como necessária para proteger a indústria nacional e gerar empregos, mas especialistas apontam que medidas semelhantes em seu primeiro mandato não produziram os resultados esperados.
Impacto econômico e críticas
Segundo estudo do Peterson Institute for International Economics, as tarifas anteriores resultaram em aumento de preços para consumidores americanos e perda de empregos em setores que utilizam aço e alumínio. O presidente da Câmara de Comércio dos EUA, Thomas Donohue, criticou a decisão: "Essas tarifas são um imposto sobre os consumidores americanos e prejudicam a competitividade das empresas do país."
Reações internacionais
Canadá, maior fornecedor de aço e alumínio para os EUA, já sinalizou retaliação. A União Europeia também prepara contramedidas, enquanto o México busca diálogo. A medida pode escalar para uma nova guerra comercial global, afetando cadeias de suprimento e aumentando a incerteza econômica.
Riscos de inflação
Economistas alertam que as tarifas podem elevar a inflação nos EUA, pressionando o Federal Reserve a manter juros altos. O próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) já recomendou evitar políticas protecionistas que distorcem o comércio global.



