O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente nesta segunda-feira as gigantes do petróleo ExxonMobil e Chevron, afirmando que elas estão obtendo lucros excessivos em meio à alta do preço do barril, impulsionada pela guerra no Irã, iniciada por ele em fevereiro com o apoio de Israel. Trump pediu que as empresas devolvam parte desses ganhos à população, reduzindo o preço da gasolina nas bombas.
Pressão sobre as petroleiras
Durante declaração à imprensa na Casa Branca, Trump disse: "Não gosto disso. Eu deveria ser o último a dizer, porque sou um grande defensor da livre iniciativa, ninguém mais do que eu. Estão surpresos por eu estar dizendo isso? Vou dizer em alto e bom som. Não estou nada feliz com isso." A fala ocorre em um momento de forte pressão política sobre o presidente, que enfrenta críticas pela condução econômica e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio.
ExxonMobil e Chevron mais que dobraram o lucro líquido no segundo trimestre, beneficiando-se das perturbações no mercado global de energia. Em vez de distribuir os recursos aos acionistas, as companhias optaram por reduzir suas dívidas. A situação acirrou o debate sobre os preços dos combustíveis nos Estados Unidos.
Impacto econômico e político
Os americanos já pagam, em média, mais de US$ 4 por galão de gasolina comum, agravando o custo de vida em um momento de alta de moradia, alimentos e bens de consumo. Pesquisas recentes mostram que os eleitores estão avaliando negativamente a gestão econômica de Trump, o que pode prejudicar os republicanos nas eleições legislativas de novembro.
Nas últimas semanas, o presidente tem usado as grandes petroleiras como bode expiatório para os preços elevados. Em junho, ele determinou que o Departamento de Justiça investigasse por que a gasolina não ficou mais barata, insinuando que as empresas poderiam estar praticando preços abusivos. A guerra no Irã, iniciada por Trump em fevereiro com apoio de Israel, é apontada como a principal causa da disparada do petróleo.
Reações e desdobramentos
A repreensão presidencial ocorre em um contexto de tensão com o setor, que alega que os preços são definidos pelo mercado internacional e não pelas companhias. Especialistas, no entanto, veem a medida como uma tentativa de Trump de desviar a atenção dos custos do conflito e melhorar sua imagem junto aos consumidores.
Com a proximidade das eleições, o tema deve continuar em destaque. A pressão por uma redução nos preços dos combustíveis pode levar a novas ações do governo, incluindo medidas regulatórias ou incentivos para aumentar a oferta. Enquanto isso, a população americana segue sofrendo com a inflação e a incerteza econômica.



