A tarifa de 25% sobre importações imposta pelos Estados Unidos entrou em vigor nesta quarta-feira, e o mercado financeiro já começa a olhar além do impacto inicial. A medida, que afeta diversos setores, gerou reações imediatas nos mercados globais, com o petróleo Brent subindo a US$ 95 após declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre o Irã.
Impactos imediatos e reações do mercado
O Ibovespa opera com cautela, enquanto o dólar e os juros futuros apresentam volatilidade. Analistas apontam que o volume de negócios na B3 pode ser um dos menores desde a pandemia em julho, sinalizando incerteza. A Braskem confirmou negociações com credores sobre possível reestruturação de dívida, e a Petrobras vê o refino ganhar força como motor adicional.
Lei de Reciprocidade e possíveis contramedidas
No Brasil, o governo Lula estuda usar a Lei de Reciprocidade para retaliar as tarifas americanas. A medida, que permite ao país impor barreiras comerciais a nações que adotem práticas consideradas desleais, pode ser acionada caso as negociações não avancem. O Datafolha deve medir o impacto eleitoral do tarifaço na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Segundo especialistas, a tarifa de 25% pode elevar a inflação nos EUA e pressionar o Federal Reserve a manter juros altos, afetando mercados emergentes. No entanto, o secretário Rubio afirmou que medicamentos genéricos importados pelos EUA seguirão isentos das tarifas, o que pode aliviar parcialmente o setor farmacêutico.
Reações internacionais
Aliados dos EUA no Golfo se frustram com a escalada da guerra contra o Irã, enquanto o Irã promete retaliar bombardeios a instalações nucleares. Na Argentina, a Moody's elevou a nota soberana, dando novo impulso aos planos econômicos de Javier Milei.
No mercado corporativo, a WEG lucrou R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre, queda anual de 2,1%, enquanto a Ultrapar renova força e pode romper a máxima histórica. O Santander registrou lucro líquido ajustado de 3,768 bilhões de euros no 2T, alta anual de 17%.



