Petróleo fecha em queda com sinais de trégua no Oriente Médio
Petróleo fecha em queda com trégua no Oriente Médio

O petróleo encerrou o dia em queda nesta terça-feira, 9, embora tenha se recuperado parcialmente das mínimas registradas durante a sessão. Declarações de autoridades americanas sobre progressos diplomáticos no conflito no Oriente Médio e o aumento do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz chegaram a provocar uma desvalorização superior a 5% nos preços da commodity. No entanto, o movimento foi atenuado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez novas ameaças de ataques ao Irã.

Desempenho dos contratos

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em julho fechou em queda de 3,4% (US$ 3,10), cotado a US$ 88,20 por barril. Já o Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 2,97% (US$ 2,80), encerrando a US$ 91,45 por barril.

Declarações de Trump e impactos

Trump afirmou inicialmente que um acordo com o Irã estava próximo, o que trouxe alívio aos preços. Contudo, posteriormente, ele declarou que responderia ao ataque iraniano que derrubou um helicóptero militar durante uma patrulha no Estreito de Ormuz, o que reduziu parte da queda observada.

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Otimismo com tráfego marítimo

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, acrescentou otimismo ao mercado ao afirmar que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz está aumentando “de forma muito significativa”, apesar da continuidade do conflito com o Irã. Segundo a Reuters, ele ponderou que serão necessários muitos meses para que o fluxo de energia volte à normalidade após o fim da guerra.

Análise de mercado

Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da Stonex, os investidores continuam precificando o cessar-fogo temporário entre Irã e Israel e a possibilidade de que essa trégua contribua para um avanço mais intenso das negociações. “Se continuarmos observando um diálogo entre Teerã e Tel Aviv, é provável que os preços sigam em patamares mais baixos”, afirmou.

Projeções e medidas internacionais

O Departamento de Energia dos EUA (DoE) manteve sua projeção para o preço médio do Brent neste ano e no próximo, prevendo que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até o terceiro trimestre de 2026. Paralelamente, a União Europeia informou que estuda adiar até janeiro um aumento previsto no limite de preço do petróleo russo. De acordo com o Financial Times, a medida visa impedir o aumento das receitas de Moscou diante dos preços mais altos do petróleo, impulsionados pelo conflito no Irã.

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