Igor Moreira, de 31 anos, apontado pela Polícia Civil como autor da série de ataques a facadas que deixou quatro mortos em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, tinha passagens pela polícia. Ao g1, o delegado Pedro Henrique Vasques Fernandes informou que ele respondia criminalmente por homicídio qualificado, lesão corporal, furto e maus-tratos a animais.
Passagens pelo sistema prisional
O agressor, que foi baleado pela PM e morreu, também já foi preso três vezes e tem registros de ocorrência por lesão corporal, ameaça e tráfico de drogas. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Igor Moreira tem passagens pelo sistema prisional desde 2017. A mais recente ocorreu entre 16 e 30 de novembro de 2018, quando recebeu alvará de soltura expedido pela Justiça. Outros detalhes dos crimes não foram informados.
Quem são as vítimas?
As vítimas fatais são: Thais Ramos Gonçalves, de 31 anos, professora da rede pública, companheira do agressor e mãe de uma menina, sepultada no distrito de Monte Celeste, em São Geraldo; Sidnei de Jesus Silva, de 31 anos, trabalhava com serviços gerais, casado e pai de uma menina, sepultado em Visconde do Rio Branco; Alexandre José Ribeiro, de 45 anos, sepultado em Visconde do Rio Branco; e Sérgio Adriane dos Santos, de 55 anos, lavador de carro, sepultado em Visconde do Rio Branco. Além das mortes, um homem de 34 anos deu entrada no hospital com ferimentos leves, em estado estável até a noite de terça-feira (23).
Câmeras registraram o crime
Vídeos gravados por câmeras de monitoramento e por moradores mostram a movimentação do homem durante o ataque. Em um primeiro momento, é possível ver o agressor em uma moto, em um posto de combustíveis, com uma faca na mão. Os frentistas se afastam e conversam com ele, que vai embora. Minutos depois, o autor chega a outro estabelecimento, conversa com um homem e o atinge com golpes de faca no peito e no ombro. Em outra imagem, uma vítima aparece ensanguentada no meio da rua, enquanto o homem pilota a motocicleta.
Investigação e motivação
A motivação do ataque ainda será apurada pela Polícia Civil. A suspeita de surto psicótico e uso de entorpecentes também é investigada. O registro policial foi feito como feminicídio consumado, seguido de homicídios e uma tentativa de homicídio.



