A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota de crédito soberano da Argentina, saindo de 'Ca' para 'Caa1', com perspectiva estável. A decisão representa um importante impulso para os planos de reforma econômica do presidente Javier Milei, que busca estabilizar a economia e atrair investimentos estrangeiros.
Motivos da elevação
Segundo comunicado da Moody's, a melhora reflete o progresso significativo na consolidação fiscal e nas reformas estruturais implementadas pelo governo Milei. A agência destacou a redução do déficit fiscal primário e o controle da inflação como fatores-chave. "A Argentina está em um caminho mais sustentável, com políticas que reduzem desequilíbrios macroeconômicos", afirmou a Moody's.
Impacto nos mercados e nos planos de Milei
A elevação da nota deve reduzir os custos de financiamento do país e aumentar a confiança dos investidores. O governo Milei planeja usar esse impulso para avançar com a agenda de reformas, incluindo a liberalização do câmbio e a privatização de empresas estatais. "É um sinal de que estamos no caminho certo", disse o ministro da Economia, Luis Caputo, em nota.
No entanto, analistas alertam que os desafios persistem. A Argentina ainda enfrenta alta inflação, pobreza e reservas internacionais baixas. A Moody's ressaltou que a perspectiva estável indica riscos equilibrados, mas que a trajetória de melhora depende da continuidade das reformas.



