O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a nova taxa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, afirmando que a medida representa um retorno forçado das tarifas que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte americana. A sobretaxa, que afeta 99,4% das importações americanas, também se aplica a outros 59 países sob a alegação de falha em barrar importações com trabalho forçado.
Declarações do ministro
Durigan condenou a medida como "injustificada e unilateral", destacando que o Brasil não compactua com trabalho forçado e que a taxação é uma forma de os EUA retomarem, à força, uma tarifa que a justiça americana havia revogado. "É uma tentativa de contornar a decisão da Suprema Corte por meio de uma nova taxa", declarou o ministro.
Impacto sobre o Brasil
A taxa de 12,5% atinge uma ampla gama de produtos brasileiros exportados para os EUA, incluindo commodities agrícolas, manufaturados e semimanufaturados. O Brasil é um dos países mais afetados, juntamente com outras nações em desenvolvimento. A medida pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano e afetar negativamente a balança comercial.
Contexto da decisão
A Suprema Corte dos EUA havia derrubado anteriormente uma tarifa similar, considerando-a inconstitucional. No entanto, o governo americano encontrou uma brecha ao impor a nova taxa sob o argumento de combate ao trabalho forçado. Durigan questionou a legalidade da medida e prometeu buscar mecanismos de defesa comercial, incluindo ações na Organização Mundial do Comércio (OMC).



