Minerais críticos podem adicionar R$ 192,1 bi ao PIB brasileiro, diz estudo
Minerais críticos podem adicionar R$ 192,1 bi ao PIB

Um estudo recente da Câmara Americana de Comércio (Amcham) aponta que o desenvolvimento de minerais críticos pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O levantamento destaca o potencial do país em se tornar um fornecedor global de minerais essenciais para a transição energética, como lítio, cobre e terras raras.

Potencial econômico e investimentos

Segundo o estudo, o Brasil possui reservas significativas desses minerais, mas precisa de investimentos em infraestrutura, tecnologia e políticas públicas para explorar todo o seu potencial. A estimativa considera um cenário de aumento da demanda global por tecnologias limpas, como veículos elétricos e energia renovável.

A Amcham ressalta que a exploração desses minerais pode gerar empregos, atrair investimentos estrangeiros e diversificar a pauta exportadora brasileira. O estudo também sugere a criação de um marco regulatório específico para o setor, além de incentivos fiscais para projetos de mineração sustentável.

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Desafios e oportunidades

Entre os principais desafios estão a necessidade de licenciamento ambiental mais ágil, o desenvolvimento de cadeias produtivas locais e a capacitação de mão de obra especializada. A Amcham destaca que o Brasil pode se posicionar como um player relevante no mercado global de minerais críticos, especialmente diante da corrida tecnológica entre Estados Unidos e China.

O estudo aponta que a transição energética global exigirá um volume crescente desses minerais, e o Brasil tem condições de atender parte dessa demanda. No entanto, alerta que a falta de ação pode fazer o país perder oportunidades para concorrentes como Chile, Austrália e Argentina.

Impacto na indústria e no comércio exterior

A adição de R$ 192,1 bilhões ao PIB representaria um incremento de aproximadamente 2% no produto interno, considerando os valores atuais. Esse montante poderia ser alcançado em um horizonte de 10 a 15 anos, caso as políticas adequadas sejam implementadas.

O levantamento também destaca o papel dos minerais críticos na redução da dependência de importações, já que o Brasil atualmente importa boa parte desses insumos para sua indústria de alta tecnologia. Com a produção local, o país poderia fortalecer sua balança comercial e reduzir vulnerabilidades externas.

Recomendações da Amcham

A Amcham recomenda a criação de um plano nacional de minerais críticos, com metas claras e coordenação entre governo, setor privado e academia. Além disso, sugere a realização de estudos geológicos detalhados para mapear as reservas e a criação de parcerias internacionais para transferência de tecnologia.

O estudo conclui que o Brasil tem um potencial enorme, mas precisa agir rápido para não ficar para trás na corrida global por esses recursos. A entidade espera que o governo federal utilize os dados para formular políticas públicas que estimulem o setor.

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