O governo de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu prorrogar por mais dois meses a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina, que expiraria neste sábado. A medida visa conter o impacto do aumento dos preços do petróleo, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio.
Contexto da prorrogação
A subvenção, em vigor desde maio de 2026, já custou R$ 2,4 bilhões aos cofres públicos. Segundo o Ministério da Fazenda, a prorrogação será oficializada por portaria e reavaliada conforme a evolução do cenário internacional. A decisão ocorre em meio a temores de desabastecimento e alta nos combustíveis, agravados pela guerra no Irã.
Impacto nos preços e no orçamento
O subsídio de R$ 0,44 por litro é pago a produtores e importadores de gasolina, com o objetivo de evitar que a alta do petróleo seja repassada integralmente ao consumidor. Sem a prorrogação, estima-se que o preço da gasolina poderia subir até 10% nos postos, segundo cálculos de associações do setor. O governo avalia que a medida é necessária para conter a inflação e proteger o poder de compra da população.
Reações e próximos passos
A decisão foi bem recebida por entidades representativas dos motoristas, mas criticada por economistas que apontam o impacto fiscal. "Entendemos a necessidade de proteger o consumidor, mas é preciso um plano de saída para evitar que o subsídio se torne permanente", afirmou o economista-chefe de uma consultoria privada. O governo reafirmou que a medida é temporária e será reavaliada em dois meses, dependendo da estabilização dos preços internacionais do petróleo.



