Governo prorroga subsídio da gasolina por mais dois meses
Governo prorroga subsídio da gasolina por mais 2 meses

Diante da retomada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas, a equipe econômica anunciou a prorrogação, por mais dois meses, da chamada 'subvenção', um tipo de subsídio, para manter o preço da gasolina mais baixo. Anunciado em maio, o subsídio foi definido em R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os efeitos da guerra na economia brasileira. No diesel, o valor é de R$ 1,12 por litro. Com a alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia.

Subsídio ao querosene de aviação também deve ser prorrogado

O governo também deve prorrogar por mais dois meses o subsídio ao querosene da aviação (QAV), apurou o g1. A leitura é de que o cenário geopolítico ainda tem forte impacto sobre o custo da operação dos serviços aéreos. Com a guerra no Oriente Médio, o insumo passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas.

Impacto nos preços da gasolina e aumento da mistura de etanol

Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Por conta da subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro. O subsídio é pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na semana passada, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.

Cronologia da guerra e impactos no petróleo

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, travou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — corredor marítimo no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com isso, o barril do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, superou os US$ 100.

Após negociações, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz preliminar na guerra do Oriente Médio em 17 de junho, o que contribuiu para a queda do preço do barril de petróleo para menos de US$ 80 por algumas semanas. Menos de um mês depois, em 8 de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que o acordo de paz firmado com o Irã teria acabado, e que não buscaria mais diálogo com Teerã, o que voltou a pressionar novamente os preços dos combustíveis. O petróleo opera novamente acima de US$ 100 por barril nesta semana.

'Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (...) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou', afirmou Trump, na ocasião, quando perguntado se o acordo teria 'morrido'.

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