O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (23), em meio à disparada dos contratos futuros de petróleo no exterior. A principal referência da B3 terminou o dia em baixa de 0,46%, aos 176.723,62 pontos, oscilando entre máxima de 177.895,77 pontos e mínima de 176.293,25 pontos. O giro financeiro foi de R$ 21,4 bilhões.
Petróleo dispara e juros sobem
No exterior, o barril do petróleo WTI para setembro saltou 6,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 92,19, enquanto o Brent para o mesmo mês subiu 7,04% na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), a US$ 100,69. A alta da commodity levou à escalada dos rendimentos dos Treasuries, diante das preocupações com as pressões inflacionárias. O juro da T-note de 2 anos subiu a 4,349%, o da T-note de 10 anos avançou a 4,699% e o do T-bond de 30 anos aumentou a 5,167%.
No Brasil, os juros futuros também subiram. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 aumentou de 13,954% para 14,045%. A taxa do DI para janeiro de 2029 avançou de 14,5% para 14,705%, e o DI para janeiro de 2031 anotou alta a 14,85%, ante 14,677%.
Petrobras e Vale sobem, mas não salvam índice
Na Bolsa brasileira, as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4) avançaram, respectivamente, 1,67% e 0,87%. Já a Vale (VALE3) subiu 0,77%. “A Petrobras foi beneficiada pela valorização do petróleo, enquanto o movimento da Vale ainda refletiu, de certa forma, os bons dados operacionais do segundo trimestre”, disse Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Nem mesmo a alta de Petrobras e Vale evitou a queda do Ibovespa. Em Nova York, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 1,21%, 0,97% e 2,15%, respectivamente. Entre as companhias que divulgaram balanços, a Alphabet tombou 7,13%, a IBM avançou 0,43% e a Tesla despencou 14,61%.
Dólar fecha em alta com busca por proteção
No mercado doméstico de câmbio, o dólar fechou em alta de 0,64%, cotado a R$ 5,0839, após a disparada do petróleo. “O cenário reacendeu temores inflacionários, reforçando a busca por proteção e fortalecendo o dólar frente à maior parte das moedas – do euro e da libra a pares emergentes como o peso chileno, o peso mexicano e o próprio real”, afirmou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
Maiores altas do Ibovespa
As três ações que mais valorizaram no dia foram Rumo (RAIL3), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3). A Rumo subiu 2,35%, a R$ 13,96, acumulando alta de 3,95% no mês e desvalorização de 4,77% no ano. A Vibra valorizou 1,77%, a R$ 35,6, com alta de 19,1% no mês e 43,72% no ano. A Ultrapar avançou 1,71%, a R$ 33,39, com ganhos de 28,13% no mês e 59,76% no ano.
Maiores quedas do Ibovespa
As três ações que mais desvalorizaram foram Hapvida (HAPV3), Totvs (TOTS3) e Assaí (ASAI3). A Hapvida caiu 8,08%, a R$ 10,47, pressionada pela alta dos juros futuros, que afeta empresas alavancadas. A ação acumula alta de 2,55% no mês e desvalorização de 28,92% no ano. A Totvs recuou 6,37%, a R$ 27,05, com queda de 5,75% no mês e 35,12% no ano. O Assaí caiu 4,52%, a R$ 8,02, penalizado pelos juros futuros, com baixa de 8,24% no mês e valorização de 11,39% no ano.
*Com informações da Broadcast



