As exportações brasileiras para o México sofreram uma queda de 42,5% no primeiro semestre deste ano, impactadas pelas novas tarifas impostas pelo governo mexicano. O dado foi divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende a isenção dos produtos brasileiros das tarifas e a aceleração das negociações para um acordo de livre comércio entre os dois países.
Impacto das tarifas mexicanas
Segundo a CNI, a redução nas exportações reflete diretamente as barreiras tarifárias recentemente adotadas pelo México. A entidade alerta que, sem uma solução negociada, o comércio bilateral pode continuar encolhendo, prejudicando setores industriais brasileiros que dependem do mercado mexicano.
“A queda de 42,5% é um sinal claro de que as tarifas estão prejudicando a competitividade dos produtos brasileiros. Precisamos de uma ação rápida para reverter esse cenário”, afirmou o presidente da CNI, em nota.
Defesa de acordo de livre comércio
A CNI defende que o governo mexicano isente os produtos brasileiros das novas tarifas e que Brasil e México acelerem as negociações de um acordo de livre comércio. Segundo a entidade, um tratado comercial entre os dois países poderia acrescentar US$ 13,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) conjunto.
“Um acordo de livre comércio não apenas eliminaria as tarifas, mas também criaria um ambiente de negócios mais previsível e integrado, beneficiando ambos os lados”, destacou a CNI.
Dados e perspectivas
O levantamento da CNI mostra que, no primeiro semestre, as exportações brasileiras para o México totalizaram US$ 2,5 bilhões, contra US$ 4,3 bilhões no mesmo período do ano anterior. A queda foi generalizada entre os principais produtos exportados, como automóveis, peças e máquinas.
A entidade espera que o governo brasileiro intensifique as negociações diplomáticas com o México para evitar novos prejuízos. “O momento é crítico. Precisamos de uma solução que preserve os interesses da indústria nacional e fortaleça a parceria estratégica com o México”, concluiu a CNI.



