Governo pedirá a Trump redução de tarifas e exceções ao tarifaço
Governo pedirá a Trump redução de tarifas e exceções

O governo brasileiro formalizará nos próximos dias um pedido aos Estados Unidos para a redução de alíquotas de importação e a criação de novas exceções ao chamado tarifaço imposto pela administração Trump, conforme anunciou o ministro da Economia, Fernando Haddad, em entrevista coletiva em Brasília nesta quarta-feira.

Detalhes da solicitação

Segundo Haddad, a proposta brasileira inclui a diminuição das tarifas aplicadas a produtos como aço, alumínio, suco de laranja e carne bovina, que atualmente chegam a 25% para alguns itens. Além disso, o governo quer incluir mais setores na lista de exceções, como componentes eletrônicos e máquinas agrícolas. "Estamos pedindo uma revisão das alíquotas que afetam diretamente nossa competitividade. A ideia é criar um ambiente mais equilibrado para o comércio bilateral", afirmou o ministro.

Impacto econômico

A medida visa proteger as exportações brasileiras, que somaram US$ 42 bilhões para os EUA em 2025. Uma redução de 5 pontos percentuais nas tarifas poderia gerar um incremento de até US$ 2 bilhões nas vendas externas, segundo estimativas do Ministério da Economia. "Cada ponto percentual conta. Nosso objetivo é evitar perdas de mercado para concorrentes como China e União Europeia", acrescentou Haddad.

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Contexto das negociações

As negociações ocorrem em meio a tensões comerciais globais, com os EUA aplicando tarifas elevadas para proteger sua indústria. O Brasil busca um tratamento diferenciado por ser um parceiro histórico, mas enfrenta resistência de setores protecionistas americanos. "Não esperamos uma resposta imediata, mas acreditamos no diálogo", ponderou o ministro. A expectativa é de que o pedido seja analisado pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) em até 90 dias.

Reações no Brasil

Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), elogiaram a iniciativa, mas alertaram para a necessidade de diversificar parceiros. "Enquanto negociamos com os EUA, precisamos fortalecer acordos com a Ásia e a Europa", disse o presidente da CNI, Ricardo Alban. Já a Frente Parlamentar do Agronegócio defendeu que o governo considere retaliações caso as tarifas não sejam reduzidas.

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