As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram ao menor patamar histórico no primeiro semestre deste ano, representando apenas 9,4% do total vendido pelo Brasil ao exterior, de acordo com a Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio). O índice é o mais baixo já registrado e reflete o impacto dos tarifaços impostos pela administração do presidente Donald Trump.
Queda puxada por produtos sobretaxados
Produtos como petróleo e café não torrado foram duramente afetados pelas tarifas, contribuindo para a retração. As transações comerciais entre Brasil e EUA caíram 12,8% no período. Enquanto isso, o Brasil aumentou suas exportações para outros mercados, compensando parcialmente as perdas.
Segundo a Amcham, o desempenho negativo foi puxado justamente pelos itens que sofreram sobretaxas. Por outro lado, setores como aeronaves e carne bovina registraram crescimento, mesmo diante do cenário adverso.
Impacto no Porto de Santos e na balança comercial
A movimentação de contêineres no Porto de Santos, principal terminal do país, reflete a queda: a área de embarque para os EUA encolheu. A Amcham destaca que, apesar da redução nas exportações para o mercado americano, o Brasil conseguiu redirecionar parte de seus embarques para outras regiões, como Ásia e Europa.
O tarifaço de Trump, que afetou diversos países, teve efeito particularmente forte sobre o Brasil, que historicamente tem os EUA como um dos principais destinos de suas vendas externas. A queda para 9,4% representa o menor nível desde o início da série histórica da Amcham.
Perspectivas e reações
Especialistas apontam que a continuidade das tarifas pode aprofundar a perda de participação dos EUA na pauta exportadora brasileira. A Amcham ressalta que a diversificação de mercados é uma estratégia crucial para mitigar os efeitos de medidas protecionistas. Enquanto isso, o governo brasileiro busca alternativas diplomáticas e comerciais para reverter o cenário.



