Dólar sobe a R$ 5,13 e real é a pior moeda do dia com queda do petróleo
Dólar a R$ 5,13: real é pior moeda do dia com petróleo em queda

O dólar fechou em alta firme nesta sessão, atingindo R$ 5,13, enquanto o real se consolidou como a pior moeda do dia entre as principais divisas. A pressão veio da queda dos preços do petróleo, que removeu o suporte que a commodity vinha oferecendo ao câmbio brasileiro, por conta da perspectiva de melhora nos termos de troca.

Impacto da queda do petróleo no câmbio

A desvalorização das cotações do petróleo no mercado internacional reduziu o apelo do real como moeda atrelada a commodities. Historicamente, a alta do petróleo beneficia o Brasil, que é exportador da commodity, melhorando a balança comercial e os termos de troca. Com a reversão desse cenário, os investidores passaram a buscar proteção no dólar, elevando a moeda norte-americana.

Segundo analistas, a queda do petróleo foi motivada por preocupações com a demanda global, especialmente após dados econômicos mistos vindos da China, maior importador da commodity. Além disso, a perspectiva de aumento da oferta por parte de países produtores também contribuiu para o movimento de baixa.

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Real é a pior moeda do dia

No ranking das moedas mais desvalorizadas frente ao dólar, o real liderou as perdas, superando inclusive divisas de países emergentes com fundamentos mais frágeis. O movimento refletiu não apenas o cenário externo, mas também incertezas domésticas, como a tramitação de pautas econômicas no Congresso e a preocupação com o equilíbrio fiscal.

Operadores relataram que o fluxo cambial foi desfavorável, com saídas de recursos estrangeiros da bolsa e do mercado de juros. A aversão a risco global, combinada com a queda do petróleo, intensificou a busca por ativos seguros, como o dólar e o ouro.

Perspectivas para os próximos dias

Para os próximos dias, o mercado permanece atento à evolução dos preços do petróleo e aos desdobramentos da política monetária nos Estados Unidos. A ata do Federal Reserve, que será divulgada na quarta-feira, pode trazer sinais sobre o ritmo de cortes de juros, influenciando o apetite por risco global.

No cenário doméstico, os investidores aguardam a votação de medidas fiscais no Congresso e a divulgação de indicadores econômicos, como o IPCA-15, que podem impactar as expectativas para a Selic. A combinação desses fatores deve manter o câmbio volátil, com possibilidade de novos testes de patamares elevados.

Segundo especialistas, o nível de R$ 5,13 ainda está dentro do intervalo esperado para o curto prazo, mas uma persistência da queda do petróleo pode levar o dólar a buscar novos máximos. O real segue sensível a choques externos, e a falta de notícias positivas no front interno pode ampliar a desvalorização.

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