Jamieson Greer, chefe do Escritório de Comércio dos Estados Unidos, defendeu o protecionismo do governo Trump e anunciou a iminência de novas tarifas sobre importações de diversos países. Em entrevista a um podcast do New York Times, Greer afirmou que a estratégia tarifária não só continuará como será ampliada, visando reduzir o déficit comercial americano e promover a reindustrialização do país.
Greer não se arrepende da política tarifária
Greer declarou que não se arrepende da estratégia do governo, mesmo após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado algumas tarifas anteriormente impostas. Segundo ele, a política implementada rapidamente por Trump busca enfrentar práticas comerciais desleais de parceiros como Canadá e Brasil. “Acreditamos que essa abordagem fortalece a produção nacional e os salários dos trabalhadores americanos”, afirmou Greer.
Impacto das novas tarifas na economia global
O chefe comercial argumentou que as tarifas são uma ferramenta essencial para corrigir desequilíbrios históricos. Embora críticos apontem riscos inflacionários, Greer considera a estratégia um sucesso. “Os números mostram que a indústria americana está se recuperando e o déficit comercial está diminuindo”, disse. A previsão é que novas tarifas atinjam setores como aço, alumínio e produtos agrícolas, afetando diretamente países como Brasil e Canadá.
Reações e perspectivas
A declaração de Greer gerou reações mistas. Especialistas em comércio internacional alertam para possível retaliação dos países afetados, enquanto setores industriais americanos comemoram a proteção. O governo Trump, no entanto, mantém a postura de que as tarifas são necessárias para garantir competitividade e segurança econômica. “Não vamos recuar diante de pressões externas”, concluiu Greer.



