A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos na administração Trump é marcada pelo uso de tarifas como ferramenta política. Apesar de o Brasil não representar uma ameaça econômica direta, o país é fortemente afetado por tarifas americanas, justificadas por alegações de concorrência desleal. A disputa, no entanto, parece ir além do comércio, envolvendo interesses estratégicos em minerais críticos.
Tarifas como instrumento político
O governo Trump tem utilizado tarifas como forma de pressionar parceiros comerciais, e o Brasil não é exceção. Embora o país não seja visto como uma ameaça econômica significativa, as tarifas impostas afetam setores como o aço e o alumínio, com impactos na economia brasileira.
Interesses em minerais críticos
O Brasil possui grandes reservas de minerais críticos, como terras raras, lítio e grafite, essenciais para tecnologias limpas e defesa. Isso torna o país uma peça-chave na geopolítica global, especialmente em um contexto de disputa entre EUA e China por esses recursos. A administração Trump vê no Brasil um parceiro estratégico para reduzir a dependência chinesa.
Impactos e perspectivas
Segundo Zeina Latif, colunista de Economia, "o ‘affair’ Brasil-EUA terá muitos capítulos". A relação comercial deve continuar volátil, com tarifas sendo usadas como moeda de troca em negociações mais amplas. Para o Brasil, o desafio é equilibrar a defesa de seus interesses comerciais com a oportunidade de se posicionar como fornecedor confiável de minerais críticos.



