O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 20 bilhões em crédito para a renovação de frotas de caminhões e ônibus. O montante representa 95% do orçamento do programa BNDES Mais Mobilidade, que oferece juros subsidiados para estimular a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, seguros e menos poluentes. As contratações podem ser feitas até o dia 28 de agosto.
Aprovação recorde
Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, as aprovações diárias chegaram a 1,4 mil por dia. “Estamos batendo recordes de contratação. A demanda mostra que o setor reconhece a oportunidade de renovar a frota com condições favoráveis”, afirmou o executivo. O ritmo acelerado de aprovações reflete a urgência do setor de transporte em se adequar às novas exigências ambientais e de segurança.
Detalhes do financiamento
O tíquete médio de cada financiamento é de R$ 1 milhão, com taxas de juros anuais que variam entre 11% e 13%. Os recursos são destinados a empresas de transporte rodoviário de cargas e passageiros, incluindo frotistas e cooperativas. O programa BNDES Mais Mobilidade foi criado para incentivar a renovação de veículos pesados, com foco em reduzir a idade média da frota brasileira, que atualmente é de cerca de 20 anos.
Além dos juros subsidiados, o BNDES oferece prazos estendidos e carência para o pagamento, facilitando o acesso ao crédito para pequenos e médios transportadores. A linha de crédito é operacionalizada por meio de instituições financeiras parceiras, que analisam a viabilidade de cada projeto.
Impacto no setor
A medida é defendida pelo governo como essencial para evitar uma crise no setor de transporte, que enfrenta custos elevados com manutenção de veículos antigos e pressão por redução de emissões. A renovação da frota deve aumentar a eficiência logística e diminuir acidentes nas estradas. “É uma política que gera empregos na indústria automotiva, reduz a poluição e melhora a segurança nas rodovias”, destacou Mercadante.
Críticos, no entanto, apontam que o uso de juros subsidiados pode distorcer o mercado e onerar o Tesouro Nacional. O governo rebate afirmando que os benefícios econômicos e ambientais superam os custos fiscais. O BNDES já destinou R$ 2,2 bilhões para o programa neste ano, e a expectativa é de que novos aportes sejam liberados após o esgotamento do orçamento atual.



