O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que, nos dois primeiros meses de vigência do acordo Mercosul-União Europeia (UE), as exportações brasileiras para os europeus cresceram R$ 10 bilhões, um aumento de 26% em comparação ao mesmo período de 2025. O anúncio ocorre dias após os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Acordo de livre comércio entra em vigor provisoriamente
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre os dois blocos comerciais entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, com a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE ao longo dos próximos anos.
Alckmin comemora resultados e destaca setores
“Quem aposta contra o Brasil sai no prejuízo!”, escreveu Alckmin em publicação nas redes sociais. “Cresceram as vendas do agro, com produtos como manga, café, mel. E também cresceram as vendas da indústria, com mais exportação de máquinas e motores”, exemplificou, em vídeo que acompanha a publicação. “Essa é uma prova concreta de que, com o diálogo, crescem as oportunidades para aumentar o nosso comércio, beneficiando nossas empresas e nossos trabalhadores”, completou, sem citar os EUA.
Estratégia de diversificação de mercados
Alckmin ainda chamou os exportadores brasileiros a conferir oportunidades no mundo no site da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Uma das estratégias do governo brasileiro frente ao tarifaço americano é buscar novos mercados para destinar os produtos nacionais.
Contexto das tarifas dos EUA
Em junho deste ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação sobre temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos PIX. A confirmação da sobretaxa foi anunciada na última quarta-feira, 15, após audiências públicas promovidas pelo USTR. A investigação foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA retaliar práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas.



