A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai analisar o papel da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, na Vale. A autarquia irá avaliar se a Previ exerce influência significativa na mineradora, o que poderia exigir mudanças na governança ou na divulgação de informações. A Previ é uma das maiores acionistas da Vale, com participação relevante no capital social.
Nubank compra banco Porto Real
O Nubank anunciou a aquisição do banco Porto Real, uma instituição financeira especializada em crédito consignado. A operação, ainda sujeita à aprovação dos órgãos reguladores, faz parte da estratégia do Nubank de expandir sua atuação no mercado de crédito. O valor da transação não foi divulgado.
Segundo o Nubank, a compra do Porto Real permitirá à fintech oferecer produtos de crédito consignado para servidores públicos e aposentados, um segmento com baixa inadimplência e grande potencial de crescimento. A expectativa é que a integração das operações ocorra nos próximos meses.
Outros destaques da agenda
Na agenda de empresas desta semana, também estão previstas assembleias de acionistas e divulgações de resultados trimestrais. Entre as companhias que divulgam balanços estão a Petrobras, a Ambev e a Gerdau. O mercado acompanha de perto os números, especialmente em meio ao cenário de juros altos e inflação.
“A CVM está atenta a qualquer indício de influência indevida de acionistas relevantes”, afirmou o presidente da autarquia, Marcelo Barbosa, em entrevista recente. “Nosso papel é garantir que o mercado funcione com transparência e equidade.”
No caso da Previ, a CVM irá verificar se a participação do fundo na Vale ultrapassa os limites que caracterizam influência significativa, o que poderia demandar a elaboração de demonstrações consolidadas ou a nomeação de membros independentes no conselho. A decisão deve sair em até 90 dias.
Impacto no mercado
Analistas avaliam que uma eventual determinação da CVM pode afetar a relação da Previ com a Vale e até mesmo o valor das ações da mineradora. O fundo de pensão já enfrenta escrutínio em outras investidas, como na participação na Petrobras.
O Nubank, por sua vez, vê na aquisição do Porto Real uma forma de diversificar suas fontes de receita e reduzir a dependência de cartões de crédito. A fintech já possui mais de 50 milhões de clientes no Brasil e busca ampliar sua presença no crédito consignado, que movimenta bilhões de reais por ano.



