A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), ex-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), anunciou que encaminhará ao Ministério Público Federal (MPF) toda a documentação do colegiado. A medida ocorre após sua destituição do cargo, em meio a uma disputa política entre PL e PSOL pelas comissões permanentes da Casa.
Destituição e nova presidência
Dani Monteiro foi destituída da presidência da Comissão de Direitos Humanos na última semana. O deputado Alexandre Knoplock (PL) deve assumir o comando do colegiado nesta sexta-feira. A mudança reflete a correlação de forças na Alerj, onde o PL ampliou sua bancada e passou a reivindicar mais espaços.
Em declaração, Monteiro afirmou que a prioridade é proteger as vítimas e garantir a continuidade dos trabalhos. "Vamos encaminhar toda a documentação ao MPF para que não haja interrupção nas investigações e para que os dados das vítimas sejam preservados", disse a deputada.
Disputa política na Alerj
A troca na presidência da comissão é vista como parte de uma disputa mais ampla entre PL e PSOL pelo controle das comissões permanentes. O PL, maior bancada da Assembleia, busca ampliar sua influência, enquanto o PSOL tenta manter espaços estratégicos, especialmente na área de direitos humanos.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos tem um papel central na fiscalização de políticas públicas e no acolhimento de denúncias de violações. A destituição de Monteiro gerou reações de entidades de defesa dos direitos humanos, que veem risco de retrocesso.
Próximos passos
Com a documentação encaminhada ao MPF, a expectativa é que o órgão federal acompanhe os trabalhos e possa intervir caso haja descontinuidade nas apurações. A deputada afirmou que continuará atuando na defesa dos direitos humanos, mesmo fora da presidência.



