Brasil não sai da mesa de negociação com EUA, afirma ministro do Desenvolvimento
Brasil não sai da mesa de negociação com EUA

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil não tem intenção de se retirar da mesa de negociação com os Estados Unidos, mesmo diante de recentes tensões comerciais entre os dois países. A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Brasília, após reunião com representantes do setor industrial.

Manutenção do diálogo bilateral

Segundo Alckmin, o governo brasileiro está comprometido em buscar soluções negociadas para as diferenças comerciais. “Não estamos saindo da mesa de negociação. Pelo contrário, queremos aprofundar o diálogo para garantir que os interesses do Brasil sejam preservados”, disse o ministro. Ele destacou que as conversas com os EUA têm sido produtivas e que há canais abertos para tratar de temas como tarifas e barreiras não tarifárias.

As declarações ocorrem em meio a um cenário de incertezas nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após o governo americano ter sinalizado a possibilidade de impor novas restrições a produtos brasileiros, especialmente no setor siderúrgico. Dados do Ministério do Desenvolvimento indicam que as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 30 bilhões em 2025, representando cerca de 12% do total exportado pelo país.

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Impactos no setor produtivo

O ministro também abordou os impactos de uma eventual escalada tarifária sobre a economia brasileira. “Estamos monitorando de perto as movimentações e trabalhando para minimizar os efeitos negativos sobre o setor produtivo nacional”, afirmou. Alckmin ressaltou que a diversificação de mercados é uma prioridade, mas que os EUA continuam sendo um parceiro estratégico.

Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) presentes na reunião manifestaram apoio à posição do governo. O presidente da entidade, Ricardo Alban, destacou que a manutenção do diálogo é fundamental para evitar perdas no comércio bilateral. “O Brasil precisa manter uma postura firme, mas aberta à negociação”, disse Alban.

Próximos passos

Alckmin adiantou que uma nova rodada de conversas com representantes do governo americano está prevista para as próximas semanas, com foco em regras de origem e acesso a mercados. O ministro evitou fazer projeções sobre prazos, mas garantiu que o Brasil está preparado para defender seus interesses. “Não vamos recuar diante de pressões, mas estamos abertos ao entendimento”, concluiu.

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