As três filhas de Amador Aguiar, fundador do Bradesco, decidiram participar do aumento de capital de R$ 10 bilhões anunciado pelo banco. A operação, aprovada em assembleia de acionistas, visa fortalecer a estrutura de capital da instituição financeira e criar reservas para futuras expansões.
Quem são as herdeiras
As controladoras do Bradesco são Maria Luiza, Maria Helena e Lúcia Aguiar. Juntas, elas detêm a maior parte das ações ordinárias e, portanto, têm poder de decisão sobre a gestão do banco. A participação no aumento de capital será feita na proporção de suas fatias atuais, garantindo que o controle permaneça com a família.
Detalhes da operação
Segundo comunicado enviado ao mercado, o aumento de capital será realizado por meio da emissão de novas ações preferenciais e ordinárias. O valor total de R$ 10 bilhões será integralmente subscrito pelas controladoras, que já manifestaram interesse em manter sua participação inalterada. A operação deve ser concluída até o final do quarto trimestre deste ano.
“A participação das herdeiras demonstra confiança no futuro do banco e alinhamento com a estratégia de longo prazo”, afirmou fonte próxima ao conselho de administração. O Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, busca com essa capitalização aumentar sua capacidade de empréstimos e investir em inovação digital.
Impacto no mercado
Analistas veem a medida como positiva, pois reforça a estabilidade acionária e evita diluição excessiva para acionistas minoritários. A ação do Bradesco fechou em alta de 2,3% no dia do anúncio, refletindo a confiança do mercado. O banco não especificou como os recursos serão aplicados, mas espera-se que uma parte seja destinada à expansão do crédito imobiliário e ao agronegócio.



