O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, substituiu o comandante das Forças Armadas do país, major-general Mykhailo Drapatyi, em meio a protestos e à maior reformulação da cúpula militar desde o início da guerra com a Rússia. A decisão foi anunciada neste sábado (20) em Kiev.
Contexto da mudança
A substituição ocorre após manifestações públicas que criticavam a condução das operações militares. Drapatyi, que assumiu o cargo em fevereiro de 2024, foi substituído pelo general Andrii Hnatov, anteriormente comandante das Forças Terrestres. A mudança faz parte de uma reorganização mais ampla no alto comando ucraniano.
Detalhes da reformulação
Além da troca no comando geral, Zelensky também substituiu os chefes do Estado-Maior e das Forças de Operações Especiais. Segundo o Ministério da Defesa ucraniano, as mudanças visam "aumentar a eficiência no campo de batalha" e "responder às demandas da sociedade".
"Precisamos de novas abordagens e de uma liderança que compreenda as necessidades atuais da guerra", afirmou Zelensky em discurso oficial, sem citar diretamente os protestos.
Reações e impactos
A oposição ucraniana criticou a demissão de Drapatyi, classificando-a como "uma medida populista" para desviar a atenção dos reveses militares recentes. Já analistas militares apontam que as mudanças podem gerar instabilidade temporária, mas são necessárias para revitalizar a estratégia ucraniana.
Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, esta é a primeira vez que Zelensky realiza uma reformulação tão ampla na cúpula militar, afetando três dos principais cargos de comando.



