Três semanas após os devastadores terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho, o número de mortos subiu para 5.208, enquanto 16.740 pessoas ficaram feridas, segundo o presidente da Assembleia Nacional. As buscas por vítimas continuam, com estimativas de desaparecidos variando entre 10 mil e 50 mil.
Maior tragédia sísmica da história do país
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, são os mais letais já registrados na Venezuela. Quase 60 mil prédios foram destruídos, deixando milhares de desabrigados que vivem em acampamentos improvisados, especialmente no estado de La Guaira, onde a destruição foi mais intensa.
Em Tanaguarena, bairro de La Guaira, um homem foi fotografado caminhando entre os escombros de edifícios danificados em 18 de julho, quase um mês após a tragédia. A imagem simboliza a lenta recuperação e a falta de assistência adequada.
Desafios na resposta e assistência
Autoridades locais enfrentam dificuldades para coordenar as buscas e fornecer abrigo, comida e água potável para os sobreviventes. Acampamentos temporários abrigam famílias inteiras, muitas das quais perderam tudo. A comunidade internacional ofereceu ajuda, mas a logística e a burocracia têm atrasado a entrega de suprimentos.
O presidente da Assembleia Nacional afirmou que "o governo está mobilizando todos os recursos disponíveis, mas a escala da tragédia exige apoio global". Organizações não governamentais denunciam a falta de transparência nos números oficiais e pedem investigações independentes.
Impacto econômico e social
Além das perdas humanas, os terremotos causaram danos estimados em bilhões de dólares. A infraestrutura de transporte, comunicações e energia foi severamente afetada, dificultando as operações de resgate. Escolas e hospitais foram destruídos, agravando a crise humanitária em um país já em recessão.
Especialistas alertam que a reconstrução levará anos e que o governo precisa priorizar a construção de moradias resistentes a terremotos para evitar futuras tragédias. Enquanto isso, a população de La Guaira e outras regiões atingidas clama por respostas e justiça.



