Superpetroleiros chineses com petróleo saudita deixam Mar Vermelho
Superpetroleiros chineses com petróleo saudita deixam Mar Vermelho

Dois superpetroleiros de bandeira chinesa, carregados com petróleo cru da Arábia Saudita, deixaram o Mar Vermelho nesta quinta-feira (23), segundo dados de rastreamento de navios. A movimentação ocorre em meio a uma escalada de tensões na região, com ataques de rebeldes houthis do Iêmen a embarcações comerciais.

Detalhes da operação

Os navios, identificados como New Confidence e New Vitality, partiram do terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita, e atravessaram o estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Aden. Cada um dos superpetroleiros tem capacidade para transportar cerca de 2 milhões de barris de petróleo.

A saída dos navios foi monitorada por empresas de inteligência marítima, como a TankerTrackers.com, que confirmou a rota. "Eles estão navegando em direção ao Canal de Suez e, posteriormente, para portos chineses", disse Samir Madani, cofundador da TankerTrackers, em entrevista à agência Reuters.

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Impacto no mercado de petróleo

O movimento ocorre em um momento de volatilidade no mercado global de petróleo, com o preço do barril do tipo Brent oscilando próximo a US$ 80. A Arábia Saudita é um dos maiores exportadores mundiais de petróleo, e a China é seu maior comprador.

Analistas apontam que a passagem segura desses navios pode aliviar preocupações sobre interrupções no fornecimento, mas a situação permanece tensa. "Qualquer incidente no Mar Vermelho pode ter repercussões significativas nos preços do petróleo", comentou John Kemp, analista sênior da Reuters.

Contexto regional

Desde outubro de 2023, os houthis intensificaram os ataques a navios no Mar Vermelho, em apoio ao grupo palestino Hamas na guerra contra Israel. Mais de 30 embarcações já foram alvejadas, forçando muitas empresas de navegação a desviar suas rotas pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, aumentando custos e prazos de entrega.

A China, que depende fortemente do petróleo do Oriente Médio, tem buscado garantir a segurança de suas importações. O governo chinês pediu moderação a todas as partes envolvidas e destacou a importância da liberdade de navegação.

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