Decisão judicial restaura elegibilidade de Kalil
A Justiça de Minas Gerais absolveu o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo estadual, Alexandre Kalil (PSD), em uma ação por improbidade administrativa. A sentença, proferida pela 3ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, garante a Kalil a plenitude de seus direitos políticos, permitindo que ele dispute as eleições de 2026 sem restrições.
Detalhes da ação e fundamentação jurídica
A ação civil pública, movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), acusava Kalil de irregularidades na contratação de serviços de publicidade durante sua gestão como prefeito (2017-2022). O MPMG alegava que as contratações haviam sido feitas sem licitação e com indícios de superfaturamento. No entanto, o juiz responsável pelo caso, Dr. Ricardo Torres, considerou que não houve dolo ou má-fé por parte do ex-prefeito. “As provas apresentadas não demonstram a intenção de lesar o erário ou de enriquecimento ilícito. As contratações seguiram os trâmites legais e foram justificadas pela urgência dos serviços”, afirmou o magistrado na sentença.
Impacto político e reações
A absolvição de Kalil é um marco importante em sua pré-campanha ao governo de Minas Gerais. Pesquisas recentes indicam que ele lidera as intenções de voto, com cerca de 32% das preferências, segundo levantamento do Instituto DataMinas. A decisão judicial elimina o risco de inelegibilidade, que poderia inviabilizar sua candidatura. Em nota, Kalil comemorou: “Sempre confiei na Justiça. Agora, sigo firme para levar Minas Gerais ao desenvolvimento que merece”. A defesa do ex-prefeito, liderada pelo advogado Marcelo Zenni, destacou que a sentença reconhece a lisura de sua gestão. Por outro lado, o MPMG informou que poderá recorrer da decisão, mas especialistas avaliam que as chances de reversão são reduzidas.
Contexto jurídico e precedentes
A ação de improbidade administrativa é um dos instrumentos legais mais utilizados para responsabilizar agentes públicos por atos que violam princípios da administração pública. A absolvição de Kalil se baseia na necessidade de comprovação de dolo para a condenação, conforme entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso de Kalil se junta a outros em que políticos foram absolvidos por falta de provas de intenção fraudulenta, como em processos contra o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Michel Temer.
Próximos passos na corrida eleitoral
Com os direitos políticos garantidos, Kalil intensificará sua agenda de pré-campanha, que inclui visitas a municípios do interior e encontros com lideranças partidárias. Seu principal adversário, o atual governador Romeu Zema (Novo), que busca a reeleição, ainda não comentou a decisão. A eleição para o governo de Minas Gerais em 2026 promete ser uma das mais disputadas do país, com Kalil e Zema liderando as pesquisas, seguidos pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT). A absolvição de Kalil pode reconfigurar o cenário eleitoral, atraindo novos apoios e consolidando sua posição como favorito.



