Um incidente grave de quase-colisão entre duas aeronaves comerciais sobre o Oceano Atlântico, ocorrido em 10 de julho, está sendo investigado pelas autoridades espanholas. O sistema anticolisão de bordo (TCAS) evitou que os aviões da Iberia e da Air Europa, que seguiam em rotas opostas entre Brasil e Espanha, colidissem enquanto voavam na mesma altitude.
O incidente
Segundo a Comissão de Investigação de Acidentes da Espanha, os dois voos – um da Air Europa com destino a São Paulo e outro da Iberia partindo do Recife – estavam autorizados a voar no mesmo nível de voo, o que gerou um risco iminente de colisão. O TCAS, sistema obrigatório em aeronaves comerciais, emitiu alertas e instruiu os pilotos a realizarem manobras evasivas, alterando suas altitudes para evitar o choque.
Investigação em curso
A Comissão de Investigação de Acidentes da Espanha abriu um inquérito para apurar as causas do erro de autorização. A principal linha de investigação busca entender por que o controle de tráfego aéreo permitiu que ambas as aeronaves ocupassem o mesmo nível de voo em rotas convergentes. O incidente não resultou em feridos ou danos materiais, mas levanta questões sobre a segurança do espaço aéreo sobre o Atlântico.
Resposta das companhias
A Iberia e a Air Europa confirmaram o ocorrido e afirmaram que estão colaborando com as investigações. Em nota, a Air Europa destacou que o TCAS funcionou conforme projetado, garantindo a segurança dos passageiros e tripulantes. A Iberia também reforçou que a prioridade é a segurança e que medidas adicionais estão sendo analisadas.
Contexto e impacto
O incidente ocorre em meio a um cenário de crescimento do tráfego aéreo entre Brasil e Europa. Especialistas apontam que a quase-colisão evidencia a necessidade de modernização dos sistemas de controle de tráfego aéreo e de maior coordenação entre centros de controle internacionais. A investigação deve concluir em até seis meses, com recomendações para evitar novos casos.



