O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, ausentou-se da final da Copa do Mundo, realizada no último domingo em Nova Jersey, nos Estados Unidos, como forma de protesto contra uma série de medidas adotadas pela Fifa durante o Mundial. A informação foi divulgada pelo site britânico BBC.
Protesto contra anulação de suspensão de Balogun
Uma das principais razões para o boicote foi a anulação da suspensão do atacante americano Folarin Balogun, após intervenção do ex-presidente Donald Trump. A Uefa, sob a liderança de Gianni Infantino, classificou a decisão como "sem precedentes, incompreensível e injustificável". Em comunicado oficial, a entidade afirmou: "Quando a garantia do cumprimento das regras deixa de ser assegurada por seus próprios guardiões, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade de uma competição é comprometida."
Críticas ao show no intervalo e outras medidas
Ceferin, que esteve presente na abertura da Copa no México, também se opôs à realização de um show no intervalo da final, que estendeu a tradicional pausa de 15 minutos para 27 minutos e 22 segundos. Segundo a Uefa, esse formato inédito não será adotado na Liga dos Campeões nem na Eurocopa.
Outras medidas criticadas pela Uefa incluem a proposta de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções, os altos preços dos ingressos e o veto à entrada do árbitro somali Omar Artan nos Estados Unidos. Em resposta, a entidade convidou Artan para apitar a Supercopa da Uefa.



