O líder norte-coreano Kim Jong-un prestou homenagem nesta segunda-feira em memoriais de guerra pelo 73º aniversário do armistício da Guerra da Coreia, com sua filha Kim Ju Ae ao seu lado pela primeira vez nas comemorações, informou a agência estatal KCNA.
Homenagem emocionada em cemitérios
Kim Jong-un visitou o Cemitério dos Mártires da Guerra de Libertação da Pátria e o Cemitério dos Mártires Revolucionários, acompanhado da esposa Ri Sol Ju e da filha. Ele depositou flores nos túmulos de guerrilheiros da primeira geração e encontrou veteranos, reiterando a afirmação de Pyongyang de uma “grande vitória” na guerra de 1950-1953, segundo a KCNA.
A Guerra da Coreia terminou com um armistício, e não com um tratado de paz, deixando as duas Coreias tecnicamente em conflito até hoje. Imagens da mídia estatal mostraram Kim visivelmente emocionado durante as cerimônias, com lágrimas nos olhos ao se curvar diante dos túmulos.
Presença da filha e sucessão
Kim Ju Ae, conhecida como a filha do líder, caminhou ao lado do pai, posicionou-se no centro das formações cerimoniais e cumprimentou veteranos idosos. O Ministério da Unificação da Coreia do Sul afirmou que foi a primeira participação dela nas comemorações do armistício e sua primeira visita aos dois cemitérios.
O Serviço Nacional de Inteligência (NIS) sul-coreano acredita que Ju Ae tenha sido posicionada como sucessora de Kim, com base em “informações confiáveis”, segundo relatórios de parlamentares em 2026. Ela tem aparecido periodicamente na mídia estatal: em março, foi mostrada dirigindo um tanque, e antes disparou um rifle e manuseou uma arma de mão.
Relações com a China
Kim também visitou o cemitério dos soldados voluntários chineses, prestando homenagem ao túmulo de Mao Anying, filho de Mao Zedong, informou a KCNA, sinal de aquecimento das relações com Pequim. A China foi aliada da Coreia do Norte durante a guerra, enviando centenas de milhares de tropas.
O gesto reforça a aliança entre os dois países, em meio a tensões com os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Especialistas apontam que a inclusão de Ju Ae em eventos militares e diplomáticos sugere uma preparação para a futura liderança do país.



