Professores de artes marciais investigados por estupro de adolescente de 13 anos no PI
Professores investigados por estupro de vulnerável no PI

A Polícia Civil de União, no Piauí, investiga dois professores de artes marciais suspeitos de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 anos. O caso foi registrado como estupro de vulnerável e corre sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As denúncias foram feitas pela família da vítima, que notou mudanças de comportamento e sintomas físicos.

Mudanças de comportamento alertaram a família

Segundo a irmã da adolescente, os abusos ocorriam desde janeiro deste ano, dentro da academia onde a menina treinava com os dois instrutores. Em entrevista ao g1, a familiar relatou que a vítima passou a chegar muito tarde das aulas, ficou mais agressiva e reclamou de sangramentos contínuos e atrasos menstruais frequentes. “Na cabeça dela, eles tinham um relacionamento. Os dois tiveram relações com ela. Um deles, inclusive, chegou a comprar uma pílula do dia seguinte”, afirmou a irmã.

A família registrou boletim de ocorrência no dia 2 de julho. A irmã justificou a denúncia: “Eu até poderia ter ficado calada, mas pensei nas outras meninas, nas outras crianças que estão lá. Nos pais que confiam seus filhos a eles e resolvi denunciar.” A Polícia Civil confirmou a abertura de inquérito, mas não divulgou detalhes para preservar a identidade da menor. A reportagem tenta contato com os professores citados para obter posicionamento.

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Segundo caso: professor de futebol preso por exploração sexual

Em Teresina, um professor de uma escola de futebol foi preso na segunda-feira (27) suspeito de exploração sexual contra um aluno de 14 anos. O nome do suspeito não foi divulgado. Segundo o delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), as investigações começaram no fim de junho, após a vítima contar o caso aos pais. “O aluno contou que o professor, em troca de custear a viagem para um campeonato em outro estado, pediu favores sexuais. Os pais vieram denunciar”, informou o delegado.

O caso é investigado como exploração sexual de adolescente. Durante a prisão e o depoimento, o suspeito permaneceu em silêncio. A polícia apura se há outras vítimas. Detalhes adicionais não foram divulgados para proteger a identidade do menor.

Canais de denúncia e proteção

Casos de abuso e exploração sexual podem ser denunciados pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo Disque 100 (Direitos Humanos). Em situações de flagrante, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. A orientação é que familiares fiquem atentos a sinais como mudanças de comportamento, isolamento, agressividade e queixas físicas inexplicáveis, e procurem imediatamente as autoridades.

O ECA assegura o sigilo total em investigações envolvendo menores, visando proteger a vítima de exposição e novos traumas. A Polícia Civil reforça a importância da denúncia para combater esse tipo de crime e evitar que novos casos ocorram.

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