Japão descobre terras raras a 6 mil metros no Pacífico
Japão descobre terras raras a 6 km no Pacífico

Pesquisadores japoneses anunciaram a descoberta de um enorme depósito de terras raras a aproximadamente 6.000 metros de profundidade no fundo do Oceano Pacífico. A jazida, localizada na Zona Econômica Exclusiva do Japão, contém quantidades significativas de ítrio, disprósio e neodímio, elementos essenciais para a fabricação de ímãs de alto desempenho, baterias e dispositivos eletrônicos. Segundo a equipe da Universidade de Tóquio, o depósito pode suprir a demanda global por esses minerais por centenas de anos.

Detalhes da descoberta

A pesquisa, liderada pelo professor Kato Yasuhiro, analisou amostras coletadas em uma área de cerca de 2.500 quilômetros quadrados. As concentrações de terras raras chegam a 5.000 partes por milhão em algumas amostras, valor considerado alto para depósitos submarinos. O estudo foi publicado na revista Nature Communications e destaca que a lama do fundo oceânico contém uma mistura de elementos que inclui cério, lantânio e praseodímio.

Impacto econômico e geopolítico

O Japão atualmente depende quase totalmente da China para importar terras raras, que controla cerca de 60% da produção global. A descoberta pode reduzir essa dependência e fortalecer a cadeia de suprimentos do país. "Este depósito tem potencial para transformar o mercado global de terras raras", afirmou Kato em entrevista coletiva. No entanto, a extração a 6.000 metros de profundidade apresenta desafios tecnológicos e ambientais significativos. A mineração em águas profundas ainda não é comercialmente viável em larga escala, e há preocupações com impactos nos ecossistemas marinhos.

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Próximos passos

O governo japonês planeja investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de mineração submarina, com previsão de iniciar operações piloto em até cinco anos. Organizações ambientais, como o Greenpeace, já manifestaram oposição, pedindo moratórias para mineração em mar profundo até que estudos de impacto sejam concluídos. A descoberta, no entanto, reacende o debate sobre a exploração de recursos minerais no fundo do oceano, especialmente em um momento de crescente demanda por materiais para veículos elétricos e energias renováveis.

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