O centro do Rio de Janeiro vive um paradoxo: enquanto programas como o Reviver Centro atraem novos investimentos e transformam edifícios históricos em residenciais, imóveis emblemáticos permanecem em ruínas. O Palacete Imperial, por exemplo, está interditado há 18 anos, sem previsão de recuperação.
Avanços na revitalização
O Reviver Centro, lançado pela prefeitura, já converteu dezenas de prédios antigos em moradias, atraindo moradores e comércio. A iniciativa oferece incentivos fiscais e simplifica processos de reforma, resultando em mais de 1.500 unidades habitacionais em andamento, segundo dados oficiais.
Abandono de imóveis históricos
Apesar dos avanços, muitos edifícios icônicos continuam degradados. O Palacete Imperial, na Rua do Ouvidor, é um dos exemplos mais críticos: fechado desde 2008, o imóvel sofre com infiltrações, vandalismo e estrutura comprometida. “É uma vergonha para a cidade”, afirma o historiador Carlos Lessa, em entrevista ao jornal O Globo. Outros prédios, como o Edifício A Noite e o Cine Odeon, também enfrentam décadas de abandono.
Projetos futuros e desafios
A prefeitura anunciou planos de recuperação para alguns desses imóveis, incluindo leilões e parcerias público-privadas. No entanto, especialistas apontam entraves burocráticos e falta de recursos. “Sem um plano integrado, a revitalização continuará pontual”, alerta a urbanista Maria Fernanda, da UFRJ.
Enquanto isso, o centro convive com contrastes: ruas recém-pavimentadas ao lado de fachadas em ruínas. A expectativa é que os novos investimentos, somados à pressão da sociedade civil, possam reverter o cenário nos próximos anos.



