Os Estados Unidos registraram alguns de seus dias mais sangrentos na guerra contra o Irã no último fim de semana, quando dois ataques separados deixaram três militares mortos e um desaparecido no Oriente Médio, elevando o total de mortos do país no conflito para 17. As cifras são relativamente baixas se comparadas a outros países envolvidos, como Irã e Líbano, que contabilizam milhares de vidas perdidas, boa parte delas civis.
Ataques do fim de semana
Na noite de sexta-feira (17), mísseis iranianos atingiram a base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, matando dois militares e deixando um desaparecido. Já na madrugada de domingo (19) no horário local, a explosão controlada de um drone iraniano matou um sargento na cidade de Erbil, no Iraque. As mortes se somam a outras 13 de militares americanos em serviço no Oriente Médio.
Pressão sobre o governo
Essas baixas americanas contribuem para aumentar a pressão da opinião pública contra o governo. Em sua campanha eleitoral de 2024, Donald Trump adotou o slogan "sem mais guerras" e prometeu não envolver os EUA em conflitos armados. Além disso, parte da população dos EUA vê os militares mortos em combate como vítimas de uma guerra que serve mais aos interesses de Israel do que aos de seu próprio país.
Baixas em outros países
Os países com o maior número de mortes até o mês de junho são o Irã e o Líbano, com 3.468 e 3.696 vítimas de bombardeios, respectivamente. O Irã teve entre suas baixas seu próprio líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia de conflito, além de diversos altos funcionários. Um bombardeio em uma escola infantil no primeiro dia da guerra, na cidade de Minab, deixou 156 civis mortos, incluindo 120 crianças. Já o Líbano foi alvo de bombardeios israelenses, sob a justificativa de conter o grupo extremista Hezbollah. O alto número de civis mortos (segundo estimativas de Israel, 1.700 mortos seriam militantes) foi motivo de atritos entre Donald Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Detalhes adicionais
A contagem não inclui o caso de um membro da Guarda Nacional americana que morreu em decorrência de uma emergência médica em uma base no Kuwait em 8 de março.



