Congo: casos de ebola sobem para 2.344, com 930 mortes
Congo: ebola sobe para 2.344 casos e 930 mortes

O número de casos confirmados de ebola na República Democrática do Congo (RDC) subiu para 2.344, incluindo 930 mortes, de acordo com o último relatório do Ministério da Saúde do país. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, mostram que o surto, que começou em agosto de 2018, continua a se espalhar, principalmente nas províncias de Kivu do Norte e Ituri.

Detalhes do surto

Desde o início da epidemia, foram registrados 2.344 casos confirmados em laboratório, dos quais 930 resultaram em óbito, o que representa uma taxa de letalidade de aproximadamente 39,7%. Além disso, há 118 casos prováveis, todos já falecidos, elevando o total de mortes para 1.048. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem coordenado a resposta internacional, com mais de 16 milhões de pessoas vacinadas até o momento.

Desafios no combate

O combate ao ebola na RDC enfrenta obstáculos como a insegurança em áreas de conflito armado e a desconfiança da população em relação às equipes de saúde. "A violência e a instabilidade política continuam a dificultar o acesso a comunidades afetadas", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado recente. A OMS estima que o surto já custou mais de US$ 100 milhões em esforços de contenção.

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Impacto regional

O surto se espalhou para centros urbanos, como Goma, uma cidade de cerca de 2 milhões de habitantes na fronteira com Ruanda. Em julho, um caso foi confirmado em Goma, gerando temores de uma propagação internacional. No entanto, as autoridades de saúde conseguiram conter o foco. Até agora, não houve casos confirmados fora da RDC, mas países vizinhos como Uganda, Ruanda e Sudão do Sul estão em alerta.

Vacinação e tratamento

A vacina experimental rVSV-ZEBOV, desenvolvida pela Merck, tem sido usada em larga escala, com mais de 250.000 pessoas vacinadas. Além disso, dois novos tratamentos, o REGN-EB3 e o mAb114, mostraram eficácia em ensaios clínicos, reduzindo a taxa de mortalidade para cerca de 30% quando administrados precocemente. "Esses avanços são promissores, mas ainda precisamos de vigilância constante", disse o ministro da Saúde da RDC, Oly Ilunga Kalenga.

Perspectivas

A OMS declarou o surto como uma emergência de saúde pública de interesse internacional em julho de 2019. Embora os números de novos casos tenham diminuído nas últimas semanas, as autoridades alertam que o risco permanece alto. "Estamos vendo sinais de progresso, mas não podemos baixar a guarda", concluiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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