Bessent: EUA e China negociam terras raras e produtos agrícolas
Bessent: EUA e China discutem terras raras e agricultura

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira que as discussões comerciais entre Washington e Pequim incluíram o fornecimento de terras raras e produtos agrícolas. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Washington, após rodada de negociações técnicas entre as duas maiores economias do mundo.

Detalhes das negociações

Segundo Bessent, as conversas abordaram a dependência americana de terras raras chinesas, essenciais para a produção de tecnologias avançadas, como baterias de veículos elétricos e dispositivos eletrônicos. "Ambas as partes reconhecem a importância de equilibrar o comércio nesses setores", disse o secretário, sem fornecer prazos para acordos concretos.

A China responde por cerca de 60% da produção global de terras raras, segundo dados do US Geological Survey. Esse domínio preocupa os EUA, que buscam diversificar suas fontes de suprimento. Em contrapartida, os americanos pressionam por maior acesso ao mercado chinês para produtos agrícolas, como soja e carne suína.

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Impacto no agronegócio global

Analistas avaliam que um eventual acordo poderia beneficiar o agronegócio brasileiro, já que a China é o maior importador de commodities agrícolas do mundo. No entanto, Bessent não mencionou diretamente outros países. "Estamos focados em garantir que os interesses americanos sejam protegidos, mas o comércio global se beneficia de relações estáveis", acrescentou.

As negociações fazem parte de um esforço mais amplo para reduzir o déficit comercial dos EUA com a China, que superou US$ 300 bilhões em 2025. Especialistas questionam se as discussões sobre terras raras podem levar a uma flexibilização das tarifas impostas por ambos os lados nos últimos anos.

Próximos passos

Bessent informou que novas reuniões técnicas estão previstas para as próximas semanas, mas evitou dar detalhes sobre possíveis encontros entre os presidentes Joe Biden e Xi Jinping. "Há progresso, mas ainda há desafios significativos", concluiu.

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