A Igreja da Inglaterra emitiu um pedido formal de desculpas por seu envolvimento em adoções forçadas de bebês ocorridas entre as décadas de 1950 e 1980. A Arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, declarou que a instituição está 'profundamente envergonhada' pelo sofrimento causado a milhares de mães solteiras que foram coagidas a entregar seus filhos para adoção.
Contexto histórico das adoções forçadas
Durante o período de 1950 a 1980, estima-se que cerca de 185 mil bebês foram retirados de mulheres solteiras no Reino Unido, muitas vezes sob pressão de instituições religiosas e estatais. A Igreja da Inglaterra desempenhou um papel ativo nesse processo, administrando lares para mães solteiras e facilitando adoções sem o consentimento adequado.
Pedido de desculpas e reconhecimento da dor
Em uma declaração recente, a Arcebispa Mullally afirmou: 'Reconhecemos a dor, a vergonha e a indignidade que essas mulheres sofreram. A Igreja falhou em protegê-las e apoiá-las, e pedimos sinceras desculpas.' A Igreja também se comprometeu a participar de pesquisas independentes sobre o impacto dessas práticas e a apoiar as vítimas.
Reações e próximos passos
O governo britânico anunciou que planeja emitir um pedido de desculpas oficial em nível nacional, reconhecendo o erro histórico. Organizações de defesa dos direitos das mulheres e grupos de vítimas elogiaram o pedido de desculpas da Igreja, mas pedem ações concretas, como compensações e reformas nas leis de adoção.
A Arcebispa concluiu: 'Devemos aprender com este capítulo sombrio de nossa história para garantir que tais abusos nunca mais se repitam.'



