Justiça nega habeas corpus a instrutores de rope jump que matou jovem
Justiça nega habeas corpus a instrutores de rope jump

A Justiça negou nesta quinta-feira (18) o pedido de habeas corpus a dois dos três instrutores presos pela morte de uma jovem lançada sem corda durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A decisão envolve Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. O g1 tenta contato com a defesa do outro instrutor preso, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.

Detalhes do caso

Os homens estão na cadeia desde o dia da tragédia, no sábado (13). Eles foram autuados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual. Em depoimento, o trio não soube explicar o erro. O trio faz parte de um grupo que oferecia os saltos de 40 metros de altura na ponte entre Limeira e Cordeirópolis, ao preço de R$ 180. Um vídeo mostra que a vítima foi carregada pelos instrutores até a beirada da plataforma e arremessada para frente em queda livre.

Posição da defesa

O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os suspeitos, discorda da acusação de homicídio com dolo eventual e afirmou que o caso deveria ser tratado como um homicídio culposo, já que, segundo ele, os clientes não tiveram a intenção ou assumiram o risco do resultado morte.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A tragédia

No último sábado, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura. Uma testemunha relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança no momento do salto da jovem. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia.

Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas os três instrutores seguem presos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles. A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem por que a fiscalização final não foi feita antes de empurrarem a vítima.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar