O número de jovens brasileiros que optam por abrir o próprio negócio em vez de buscar o primeiro emprego formal está em alta. Dados do Sebrae indicam que, entre 2012 e 2025, quase 800 mil jovens se tornaram empreendedores, totalizando 4,897 milhões de donos de negócios com até 29 anos.
Educação e tecnologia como alavancas
O fenômeno é impulsionado pelo maior nível de escolaridade e pelo acesso facilitado à tecnologia. Com mais conhecimento e ferramentas digitais, muitos jovens enxergam no empreendedorismo uma alternativa viável à carteira assinada. A baixa taxa de desemprego e os salários reduzidos no mercado formal também dificultam a entrada dos jovens no mercado tradicional, incentivando a busca por autonomia.
Informalidade ainda é desafio
Apesar do crescimento, dois terços dos jovens empreendedores atuam na informalidade. A formalização, no entanto, pode aumentar as chances de crescimento do negócio e melhorar a renda. Rafaella Alcoforado, formada em Arquitetura, é um exemplo: preferiu abrir um escritório com uma sócia a procurar vaga em uma empresa, mas admite que ainda não alcançou a renda desejada.
O movimento reflete uma mudança de paradigma no mercado de trabalho brasileiro, onde o empreendedorismo ganha espaço como primeira opção profissional para muitos jovens.



