O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (14) que chegou a um acordo de paz com o Irã, declarando o fim do bloqueio militar no Estreito de Ormuz. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o entendimento entre os dois países 'está agora concluído' e ordenou a suspensão das operações navais dos EUA na região. 'Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!', escreveu o presidente.
Assinatura do acordo ainda não ocorreu
Apesar do anúncio, o acordo formal ainda não foi assinado. A cerimônia de assinatura está prevista para a próxima sexta-feira (19), na Suíça. Nesta segunda-feira (15), em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã reconheceu que a 'profunda desconfiança' em relação aos Estados Unidos permanece, indicando que as negociações ainda enfrentam desafios.
Histórico de declarações de Trump
Esta não é a primeira vez que Trump afirma que o fim da guerra está próximo. Desde março, o presidente fez diversas declarações otimistas sobre um possível acordo com o Irã. Confira a cronologia:
- 9 de março: Em discurso e entrevista à CBS News, Trump disse que a guerra contra o Irã estava 'praticamente concluída' e terminaria 'muito em breve'.
- 20 de abril: Em post na rede social, Trump afirmou que o acordo com o Irã deveria sair 'relativamente rápido' e seria 'muito melhor' que os de governos anteriores.
- 23 de maio: Trump declarou que o acordo estava praticamente todo negociado e que tomaria uma decisão até o dia seguinte.
- 30 de maio: Em entrevista à Fox News, o presidente disse que os negociadores dos EUA estavam 'muito perto de um acordo muito bom' com o Irã.
- 1º de junho: Em entrevista à ABC News, Trump afirmou que deveria chegar a um acordo para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz na próxima semana.
- 11 de junho: Após dias de ataques e ameaça de terceira ofensiva, Trump cancelou a ofensiva, citando consenso sobre os 'pontos finais' da proposta de paz.
A declaração mais recente é a mais promissora após quase quatro meses de conflito, mas a desconfiança iraniana e a falta de assinatura mantêm a comunidade internacional em alerta.



