Os Estados Unidos e a Arábia Saudita firmaram um acordo nuclear civil de 30 anos que abre caminho para cooperação na área e prevê a possibilidade de enriquecimento de urânio em território saudita. O pacto, anunciado em 22 de julho de 2026, já desperta temores de proliferação nuclear no Oriente Médio.
Detalhes do acordo
O acordo faz parte de uma estratégia do governo Trump para fortalecer laços com o reino saudita. Segundo fontes oficiais, o pacto permite que a Arábia Saudita desenvolva um programa nuclear civil com assistência dos EUA, incluindo a possibilidade de enriquecer urânio, o que é visto como um ponto sensível.
O presidente Donald Trump reuniu-se com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman na Casa Branca em 18 de novembro de 2025 para discutir os termos. O documento final foi assinado em julho de 2026 e ainda aguarda revisão do Congresso americano.
Críticas e preocupações
Críticos apontam que o acordo pode levar a uma corrida armamentista na região. “Permitir que a Arábia Saudita enriqueça urânio é um risco enorme de proliferação”, afirmou um especialista em segurança internacional. Apesar das salvaguardas propostas, há receios de que o programa possa ser militarizado.
Israel, tradicional rival saudita, também monitora o acordo com atenção. Analistas avaliam que o pacto pode pressionar outros países do Oriente Médio a buscar capacidades nucleares similares.
Impacto no Congresso
O acordo precisa ser aprovado pelo Congresso dos EUA, onde já enfrenta oposição de parlamentares democratas e republicanos. A administração Trump argumenta que o pacto fortalece a segurança energética e os laços estratégicos com a Arábia Saudita. O texto final inclui cláusulas de inspeção e transparência, mas críticos dizem que elas são insuficientes.



