A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota de crédito soberano da Argentina de 'Ca' para 'Caa3', com perspectiva positiva, dando novo impulso aos planos econômicos do presidente Javier Milei. A decisão reflete a melhora nas contas fiscais e o avanço das reformas estruturais no país.
Detalhes da elevação
A Moody's destacou que a Argentina reduziu significativamente seu déficit fiscal primário e acumulou reservas internacionais, além de implementar medidas de liberalização econômica. A perspectiva positiva indica que a nota pode ser elevada novamente nos próximos 12 a 18 meses, caso o país mantenha a trajetória de ajuste fiscal e acesso aos mercados de capital.
Segundo a agência, a Argentina conseguiu estabilizar sua economia após anos de crise, com inflação em queda e crescimento do PIB. A elevação da nota soberana deve facilitar o acesso do país a financiamento externo e reduzir o custo do endividamento.
Reação do governo
O presidente Javier Milei celebrou a decisão, afirmando que "a Argentina está no caminho certo" e que as reformas estão gerando resultados concretos. O ministro da Economia, Luis Caputo, também destacou que a melhora na classificação de risco é um sinal de confiança dos investidores internacionais.
Analistas apontam que a elevação da Moody's pode incentivar outros investidores a retornarem ao mercado argentino, que estava praticamente fechado para captações externas desde o default de 2020.
Impacto nos mercados
Os títulos da dívida argentina registraram alta após o anúncio, e o risco-país caiu para o menor nível em meses. A medida também deve beneficiar empresas locais, que poderão captar recursos com custos menores. No entanto, especialistas alertam que a Argentina ainda enfrenta desafios, como a alta inflação e a pobreza, que exigem continuidade das reformas.



