A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota soberana da Argentina, em um movimento que reforça os planos de reforma econômica do presidente Javier Milei. A melhora na avaliação reflete os avanços fiscais e o acúmulo de reservas internacionais, segundo comunicado da agência.
Detalhes da elevação
A Moody's elevou a nota de longo prazo em moeda estrangeira de Ca para Caa1, com perspectiva estável. A agência destacou a redução do déficit fiscal e o fortalecimento das reservas do Banco Central argentino, que passaram de US$ 21 bilhões para US$ 28 bilhões nos últimos seis meses.
"A Argentina está colhendo os frutos de uma política econômica consistente", afirmou o ministro da Economia, Luis Caputo, em entrevista coletiva. "A Moody's reconhece o esforço do governo em estabilizar a economia."
Impacto nos mercados
A notícia impulsionou os títulos argentinos, com o índice de bônus emergentes da JP Morgan registrando queda de 200 pontos-base no spread soberano. O risco-país argentino caiu para 1.200 pontos, o menor nível desde 2018.
Analistas do mercado veem a elevação como um passo importante para a reinserção da Argentina nos mercados internacionais de crédito. "A Moody's sinaliza que o programa econômico de Milei está no caminho certo", disse Pedro Siaba Serrate, economista-chefe da consultoria Portfolio Personal Inversiones.
Desafios pela frente
Apesar do avanço, a Argentina ainda enfrenta desafios significativos, como inflação anual acima de 200% e pobreza afetando 40% da população. A Moody's alertou que a implementação das reformas estruturais será crucial para manter a trajetória de melhora.
O governo Milei já anunciou cortes de subsídios e desvalorização cambial, medidas que geraram protestos sociais. A oposição critica o impacto sobre os mais pobres, mas o governo defende que o ajuste é necessário para evitar uma hiperinflação.
Perspectivas futuras
Com a perspectiva estável, a Moody sinaliza que não espera novas mudanças na nota no curto prazo. No entanto, se o governo conseguir aprovar a reforma tributária e trabalhista no Congresso, pode haver novas elevações.
"O caminho é longo, mas estamos comprometidos em transformar a Argentina", declarou Milei em suas redes sociais. "A Moody's nos dá mais um voto de confiança."



