Presidente do Líbano e Trump discutem desarmamento do Hezbollah
Líbano e Trump discutem desarmamento do Hezbollah

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump discutiram o desarmamento do grupo militante Hezbollah durante uma conversa telefônica nesta terça-feira (21), de acordo com autoridades libanesas. A conversa ocorre em meio a pressões internacionais para que o Líbano implemente resoluções da ONU que exigem o desarmamento de milícias.

Detalhes da conversa

Segundo comunicado do gabinete presidencial libanês, Aoun e Trump abordaram a necessidade de conter a influência do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos. Trump teria reiterado o apoio americano à soberania libanesa e à estabilidade regional, enquanto Aoun enfatizou o compromisso do Líbano com as resoluções internacionais.

A conversa ocorre semanas após confrontos entre Israel e o Hezbollah na fronteira sul do Líbano, que resultaram em dezenas de mortos. O Hezbollah, que possui um braço político e militar, é um dos principais atores no cenário político libanês e resiste a pressões para se desarmar.

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Contexto e reações

O desarmamento do Hezbollah é uma exigência da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que encerrou a guerra de 2006 entre Israel e o Líbano. No entanto, o grupo nunca cumpriu a determinação, e sua presença militar continua sendo um ponto de tensão. Analistas apontam que a conversa entre Aoun e Trump sinaliza uma possível mudança na postura dos EUA sob uma nova administração, caso Trump retorne ao poder.

O governo libanês enfrenta desafios para implementar reformas econômicas e políticas, e o desarmamento do Hezbollah é visto como crucial para garantir ajuda internacional. Em declaração à imprensa, um porta-voz do gabinete de Aoun afirmou: "O presidente está comprometido com o diálogo e com o fortalecimento das instituições estatais, incluindo o monopólio do uso da força."

Impacto regional

A discussão ocorre em um momento de tensões elevadas no Oriente Médio, com o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza e as atividades de grupos apoiados pelo Irã no Líbano, Síria e Iêmen. O Irã, principal patrocinador do Hezbollah, continua a expandir sua influência na região, o que preocupa Israel e os países do Golfo.

Trump, que durante seu mandato adotou uma postura linha-dura contra o Irã, tem criticado a política externa do governo Biden em relação ao Oriente Médio. A conversa com Aoun sugere que Trump busca se posicionar como um interlocutor-chave na região, caso seja eleito novamente.

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