Governo do Pará cumpriu 6 de 27 promessas de campanha em 3,5 anos, aponta g1
Governo do PA cumpriu 6 de 27 promessas, diz g1

Após três anos e meio de mandato, o ex-governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e a atual governadora, Hana Ghassan (MDB), cumpriram integralmente apenas 6 das 27 promessas assumidas durante a campanha de 2022, de acordo com levantamento do g1. O projeto Promessas dos Políticos acompanha compromissos de candidatos a prefeituras, governos estaduais e à Presidência. Helder renunciou ao cargo em abril para disputar o Senado, e Hana assumiu o governo, sendo pré-candidata à reeleição.

O balanço considera o período de 1º de janeiro de 2023 a 30 de junho de 2026. Dos 27 compromissos, 17 foram cumpridos parcialmente, com pendências, e 4 não foram cumpridos. O monitoramento é feito por jornalistas do g1 desde 2015, seguindo metodologia própria.

Promessas cumpridas integralmente

Entre as promessas totalmente cumpridas estão: ampliar o ensino técnico, com aumento de 32 para 37 escolas técnicas; concluir a 4ª etapa da Macrodrenagem da Bacia do Tucunduba, entregando os canais Timbó e União em janeiro de 2023; implementar o Plano Estadual de Bioeconomia e entregar o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia em 2025; concluir o Hospital Público da Mulher, inaugurado em março de 2025; concluir o Hospital Pronto-Socorro da Augusto Montenegro, em funcionamento desde maio de 2024; e ampliar o serviço oncológico em Marabá e Castanhal.

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Promessas parcialmente cumpridas

Das 17 promessas parcialmente cumpridas, destacam-se: concluir e implantar novas Estações Cidadania – foram inauguradas cinco unidades, mas não em todas as regiões; ter Usinas da Paz em todas as regiões – 24 novas unidades foram entregues, mas faltam cinco em construção; concluir mais 90 escolas novas e reconstruídas – apenas 64 foram entregues; construir viadutos em Marabá e Região Metropolitana de Belém – cinco viadutos foram concluídos na região metropolitana, mas o de Marabá não teve obras iniciadas; construir 20 novos terminais hidroviários – 13 foram entregues; construir mais 500 pontes – apenas 89 foram entregues no mandato; integrar os sistemas BRT metropolitano e municipal – o sistema troncal foi construído, mas não há integração tarifária; implementar o Plano Estadual Amazônia Agora – a maior parte das iniciativas foi implementada, mas o Sistema Jurisdicional de REDD+ ainda não saiu do papel; ampliar programa de uso sustentável de florestas – o ProSAF funciona, mas concessões e ILPF estão atrasados; concluir hospitais materno-infantis – apenas o de Marabá teve a 1ª etapa entregue; concluir e ampliar hospitais regionais – três de quatro foram concluídos; concluir e implantar novas policlínicas – duas foram inauguradas, mas faltam Altamira e Breves; criar novas bases fluviais do Programa + Segurança nos Rios – duas de três foram entregues; criar dez novas delegacias da Mulher – apenas quatro foram implantadas; ampliar efetivo de segurança e criar novos quartéis – 4.281 policiais militares foram convocados, mas ainda faltam; criar mapas e canais de comunicação para turistas – o Visit Pará foi lançado, mas mapas interativos não foram criados.

Promessas não cumpridas

Quatro promessas não foram cumpridas: construir o Hospital do Coração estadual – o governo não construiu a unidade; concluir o Hospital Pediátrico de Ananindeua – as obras foram paralisadas após rescisão de contrato; construir o novo Hospital do Leste em Paragominas – apenas 35% das obras foram executadas; e implementar espaços de acolhimento para grupos vulneráveis – nenhum espaço foi inaugurado, embora a Casa da Mulher Brasileira tenha começado a funcionar em Ananindeua.

O governo do Pará informou que as obras em andamento têm previsão de conclusão para 2026 ou 2027, e que defende a legalidade das políticas ambientais. O levantamento será atualizado ao final do mandato, em dezembro.

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