O assessor especial do presidente Lula, Celso Amorim, prestou homenagem a Luis Carlos Barreto, conhecido como Barretão, ex-diretor-geral da extinta Embrafilme, em um evento nesta semana. Amorim destacou que Barretão lutou pela democracia e pela cultura como base da soberania nacional, valores que, segundo ele, estão hoje ameaçados.
Legado de Barretão na Embrafilme
Luis Carlos Barreto dirigiu a Embrafilme entre 1979 e 1982, período em que a estatal foi fundamental para o desenvolvimento do cinema brasileiro. Sob sua gestão, a empresa apoiou dezenas de produções que marcaram a cultura nacional. Amorim, que também foi diretor da Embrafilme em outra ocasião, relembrou a importância do trabalho de Barretão para a consolidação de uma indústria cinematográfica soberana no Brasil.
Democracia e cultura ameaçadas
Em seu discurso, Celso Amorim alertou que a democracia e a cultura, pilares defendidos por Barretão, enfrentam riscos atualmente. Segundo o assessor, a cultura é um elemento essencial para a soberania de um país, e sua desvalorização pode abrir caminho para retrocessos democráticos. "A luta de Barretão pela cultura como base da soberania é mais atual do que nunca", afirmou Amorim.
O evento contou com a presença de artistas, intelectuais e políticos, que prestaram solidariedade à família de Barretão e reafirmaram o compromisso com a defesa da democracia. A homenagem foi organizada por amigos e admiradores do ex-diretor da Embrafilme, que faleceu em 2021.



