O preço médio da gasolina nos Estados Unidos voltou a superar a marca de US$ 4 o galão, atingindo US$ 4,02, o maior nível desde novembro de 2025. O aumento é reflexo direto da retomada da guerra comercial e militar contra o Irã, combinada com cortes na produção da Opep+.
Contexto geopolítico e impacto imediato
Desde que o governo americano intensificou as sanções ao petróleo iraniano e elevou a retórica bélica, os preços do barril de petróleo Brent saltaram mais de 12% em duas semanas. O secretário de Energia dos EUA, John Smith, afirmou que "a administração está monitorando de perto os mercados e não descarta novas medidas para conter a alta".
A guerra contra o Irã, que inclui bombardeios a instalações petrolíferas e bloqueios navais, reduziu a oferta global em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
Efeitos na economia doméstica
O aumento da gasolina já pressiona a inflação ao consumidor, com o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho subindo 0,3% apenas com combustíveis. Analistas do Goldman Sachs projetam que o preço pode chegar a US$ 4,50 o galão se o conflito se prolongar.
"Cada centavo de aumento no preço da gasolina representa US$ 1 bilhão a mais nos gastos das famílias americanas por ano", destacou a economista-chefe do Bank of America, Jane Foster. A média nacional atual é 15% maior que no mesmo período de 2025.
Reações políticas e possíveis soluções
O presidente dos EUA enfrenta críticas de ambos os partidos. Republicanos acusam a administração de não explorar reservas domésticas, enquanto democratas pressionam por um novo acordo de paz. A Casa Branca anunciou a liberação de 30 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) para tentar conter a alta.
"A liberação da SPR é uma medida temporária. Precisamos de uma solução duradoura", afirmou o senador independente Bernie Sanders. Enquanto isso, postos de gasolina em estados como Califórnia e Nova York já registram preços acima de US$ 5 o galão.
Perspectivas futuras
Com a Opep+ mantendo cortes de 2 milhões de barris por dia e a guerra no Oriente Médio sem sinais de trégua, a tendência é de manutenção dos preços elevados. O Departamento de Energia dos EUA projeta que a gasolina só volte a cair abaixo de US$ 4 no quarto trimestre, caso haja desescalada do conflito.



