Chefe do FMI elogia situação econômica da Argentina sob Milei
FMI elogia economia argentina sob Milei

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a economia da Argentina vive uma 'situação mais saudável' desde que Javier Milei assumiu a presidência, em dezembro de 2023. Durante visita a Buenos Aires, Georgieva manifestou forte apoio ao programa econômico do governo e classificou a situação como 'muito sólida', acrescentando que não 'há necessidade de apoio financeiro adicional' por parte do fundo.

Elogios do FMI à Gestão Milei

Em reunião com o ministro da Economia, Luis Caputo, no Palácio da Hacienda, Georgieva destacou os avanços alcançados nos primeiros 19 meses de governo. 'A estabilidade macroeconômica e financeira é evidente. A inflação mensal caiu drasticamente, passando de picos de 25% para níveis de um dígito graças ao compromisso com o ajuste fiscal e reformas estruturais', declarou a chefe do FMI. Ela também elogiou o superávit fiscal primário, obtido pela primeira vez em mais de uma década, como resultado de cortes de gastos e eliminação de subsídios.

Contexto de Austeridade e Protestos

A visita ocorre em meio a protestos de sindicatos e organizações sociais contra as medidas de austeridade, que incluem congelamento de salários reais e redução de programas sociais. Georgieva reconheceu que os ajustes são 'dolorosos', mas necessários para corrigir desequilíbrios históricos. 'O governo de Milei herdou uma economia com inflação que beirava a hiperinflação, reservas internacionais negativas e um déficit fiscal insustentável. Agora, o caminho é de recuperação', afirmou.

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Segundo dados oficiais, a pobreza atingiu 57% no primeiro trimestre de 2024, mas Georgieva argumentou que sem as reformas a crise teria sido ainda pior. 'O objetivo agora é transformar a estabilidade em crescimento sustentável e geração de empregos formais', acrescentou.

Desafios: Geração de Empregos Formais

Apesar dos avanços, a diretora do FMI enfatizou a necessidade de criar postos de trabalho registrados. 'A desaceleração da inflação é um passo importante, mas a economia precisa gerar empregos de qualidade para consolidar a recuperação', disse. Atualmente, a taxa de desemprego na Argentina é de 11,5%, e a informalidade atinge cerca de 40% da força de trabalho.

O governo Milei promoveu desregulamentações setoriais e flexibilização trabalhista para estimular contratações, mas os resultados ainda são modestos. Georgieva recomendou reformas adicionais no sistema tributário e na previdência para atrair investimentos de longo prazo.

Relação com o FMI e Perspectivas

A relação entre a Argentina e o FMI, marcada por tensões em governos anteriores, tornou-se mais cooperativa sob Milei. O país mantém um programa de facilidade estendida de US$ 44 bilhões, e Georgieva confirmou que não há solicitação de novos recursos. 'A Argentina está cumprindo as metas fiscais e monetárias com folga. O programa atual é suficiente para ancorar as expectativas', explicou.

Ela também elogiou a política de liberação do câmbio, que eliminou o controle de capitais, mas advertiu que o banco central deve manter a disciplina para evitar volatilidade cambial. 'O caminho é promissor, mas exige consistência', concluiu.

A visita de Georgieva ocorre em um momento de otimismo cauteloso nos mercados financeiros, com os títulos argentinos se valorizando e o risco-país caindo para níveis pré-crise. No entanto, analistas alertam que a recuperação ainda depende de fatores externos, como preços de commodities e acesso a crédito internacional.

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