O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) realizou sua convenção nacional neste domingo e decidiu, por ampla maioria, manter-se neutro na disputa presidencial de 2026. A decisão foi anunciada pelo presidente do partido, que destacou a importância de preservar a unidade da legenda e garantir liberdade para as direções estaduais.
Debates internos marcam a convenção
Durante o encontro, correntes internas divergiram sobre o apoio a candidatos de outros partidos. Enquanto setores históricos defendiam alinhamento com a centro-direita, alas mais progressistas pressionavam por uma aliança com a esquerda. Após horas de discussão, a neutralidade foi apontada como a saída que evitaria rachas e fortaleceria o partido nas eleições proporcionais.
O MDB, maior legenda do país em número de filiados, optou por não lançar candidato próprio ao Palácio do Planalto. A estratégia é concentrar esforços em governos estaduais e na ampliação de sua bancada no Congresso. Segundo lideranças partidárias, a neutralidade permite que o partido negocie com todos os postulantes ao segundo turno.
Impacto na corrida eleitoral
A decisão do MDB pode alterar o equilíbrio de forças na sucessão presidencial. Sem o apoio do partido, os principais candidatos terão que buscar o respaldo de outras legendas. Analistas políticos avaliam que a neutralidade do MDB beneficia especialmente os candidatos de centro, que podem atrair dissidentes da legenda.
O partido também formalizou o apoio a candidaturas próprias em estados-chave, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A meta é eleger ao menos cinco governadores. Nas eleições passadas, o MDB elegeu oito governadores e foi peça fundamental na vitória do presidente em exercício.
A neutralidade não impede que diretórios estaduais apoiem candidatos presidenciais, desde que haja consenso local. A medida visa acomodar as diferentes realidades regionais sem comprometer a posição oficial da sigla.



